Fabiola Pasturiza Advogada

Seu filho cria conteúdo na internet? Saiba o risco de não ter o alvará judicial

Por Fabiola Pasturiza  ·  FPG Direito Digital  ·  Leitura: 4 min

Se o seu filho aparece em vídeos, reels, posts, stories ou lives – e isso gera qualquer tipo de renda ou benefício econômico – existe uma exigência legal que a maioria dos pais ainda desconhece. E ignorá-la pode custar caro.

O que é o alvará judicial infantil?

O alvará judicial é uma autorização concedida pela Justiça que permite que crianças e adolescentes exerçam atividades remuneradas (trabalho artístico) – inclusive como criadores de conteúdo digital. Sem ele, qualquer monetização envolvendo menores de 18 anos pode ser considerada irregular perante a lei.

Não é burocracia por burocracia. É uma proteção real para o seu filho, para o seu negócio e para você como responsável.

Quando o alvará é necessário?

Se o seu filho aparece em conteúdo que gera renda direta ou indireta – seja por views, publicidade, patrocínio, venda de produtos, permuta ou qualquer outra forma – o alvará é necessário. Isso inclui:

  • Canais no YouTube com monetização ativa
  • Perfis no TikTok ou Instagram com parcerias e publis
  • Participação em campanhas pagas de marcas
  • Aparição em conteúdo do perfil dos pais com fins comerciais

Quais os riscos de não ter o alvará?

Atenção: as consequências são mais graves do que parecem.

Atuar sem o alvará não é apenas uma irregularidade formal – pode gerar responsabilidade civil, sanções e até investigação por exploração de trabalho infantil.

  • Autuação por trabalho infantil irregular – mesmo que os pais sejam os gestores do canal/perfil, a ausência de autorização judicial pode enquadrar a situação como exploração do trabalho de menores.
  • Suspensão ou remoção do canal – plataformas como YouTube, Instagram, Tiktok possuem políticas rígidas sobre menores e podem encerrar contas sem aviso prévio.
  • Contratos inválidos – parcerias assinadas sem a devida autorização judicial podem ser contestadas e invalidadas, gerando prejuízo financeiro.
  • Responsabilidade dos pais – como responsáveis legais, os pais podem responder civil, administrativamente e, até criminalmente, pelos danos causados à criança.
  • Conflito com o ECA Digital – a nova legislação amplia a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Quem não se adequar estará na mira da fiscalização.

Como regularizar a situação?

O processo envolve a entrada de um pedido judicial demonstrando que a atividade não prejudica o desenvolvimento do menor, que há controle sobre a renda gerada e que existem limites claros de carga horária e exposição.

Cada caso tem particularidades, e é exatamente por isso que ter uma advogada especializada faz toda a diferença. Um pedido mal elaborado pode ser indeferido ou demorar meses a mais do que o necessário.

A FPG Direito Digital atua na obtenção do alvará judicial para influenciadores mirins – do início ao fim, com orientação personalizada para cada situação.

Fale com uma Especialista.

 

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